Um feriado, muitas emoções.

Um feriado longo como um final de semana inteiro. Foi essa a impressão que tive do feriado de ontem.

Ontem eu tive enxaqueca, fiz um almoço caprichado pra MC e ela não comeu muito e fiquei #chatiada, fomos na pracinha e depois de lanchar fomos para um parque maior que tem próximo de casa.

Nesse parque tem alguns parquinhos com faixa etária separada: de 2 a 4 anos e de 4 a 10, e eles estão sinalizados com uma placa caso algum pai/mãe que veja só bebes em um play se toquem e não deixe seus ‘anjnhos’ de 5 anos derrubarem os pequenos feito tisunamis.

Até aí ok. Chegamos no play e MC foi brincar na areia quando de repente surge uma bola do além e quase acerta a pequena, tipo: ok, aqui é um lugar PARA crianças, não vou me estressar. Mas como se não bastasse a bola, junto dela vieram 5 crianças de 9 meses, 8, 4 e 5, anos respectivamente.

Se eu não fico esperta eles passam por cima da Lála enquanto ela com a velocidade de um bebe de um ano e meio sai do escorregador.

Fomos então, para outro lado do play brincar no balanço e: bola na perna da Maria.

Ela queria brincar no ‘carro’ ( um brinquedo que imita um carro tipo jipe com volante e balanço no lugar do assento do motorista e passageiro). Só que as outras meninas empurraram e a MC que não é a pessoa mais valente do mundo no sentido “sei me defender” sobrou.

Aí eu me perguntava: Cadê a mãe dessas crianças?

Mas fui interrompida com uma visão que me deixou BEGE: Uma menina de uns 7, 8 anos carregando um bebe que não anda e brincando com ela no escorrega. – Alô, só eu que achei aquilo perigoso?

Era do escorrega pro balanço do balanço pro ‘carro’. E a mãe? Sentada no quiosque conversando com uma outra moça.

Eis então, que as meninas de 4 anos que já tinham quase atropelado a MC no escorrega resolvem brincar no carro e uma delas solta: “ Vamos brincar de bêbado? Eu sou a bêbada e vou dirigir, obaaa!

Oi? Como assim, que tipo de exemplo esse amor de criança usa como referência?

Não estou dizendo que o play é só pra MC, mesmo porque eu vou ate lá para ela ter convivência social. O que eu acho desnecessário são crianças grandes brincando sem supervisão, afinal ali é um espaço para crianças menores. Mas enfim…

De repente a mãe do bebê que eu comentei que estava com a menina no balanço e no escorregador, veio ate nós e ficou ali puxando papo.

Já começou assim:

Mãe da pracinha: – Nossa essa daqui é terrível viu. (o bebê).

Eu:  – Sério? Ela parece ser pequenininha pra aprontar tanto.

MP: – ah mas ela já tem nove meses, ela anda desde os 6 meses mas a vizinha empurrou ela  agora tem medo de andar. A sua é briguenta?

Eu: – Não posso dizer que a MC não da trabalho porque toda criança da né, é normal de CRIANÇA, mas ela é de boa.

MP: – Ai menina, a minha é um terror, ela briga ate por mamadeira de água.

Eu:hum, que coisa né.

Na boa. Fique triste.

Outro fato marcante e triste pra mim foi ouvir de uma ‘amiga’ que tem um bebe RN ter o seguinte dialogo:

Eu toda empolgada perguntando do bebe novo, do parto, amamentação, cólicas, rotina com o irma mais velha etc.

Fulana: – Ah , eu não tive PN não, deus me livre. Uma pessoa pagou a cesárea e pronto.

Eu: Hum, que pena… Mas e a amamentação, vocês estão curtindo?

F: – Hahaha, eu não amamentei! Não gosto, estou dando NAN desde a maternidade. Eu coloquei silicone e não quero estragar.

Eu ainda sem reação e sem saber o que falar: – A ta, vou ali que a MC ta chamando, ta? Parabéns pelo bebê.

 

Eu acredito que cada um tem uma escolha, um estilo de vida e o caramba. Sou a primeira a vir aqui e bater na tecla do respeito mútuo e tal. Mas confesso que fiquei triste por ela, pelo bebê…

Poxa,diz que  não quer amamentar por causa do silicone, já cogita dar papinha pro bebe e não quer que peguem no colo porque se não o bebe vai viciar. Mãe fail detected?

Mas enfim, cada um sabe o que é melhor para os filhos, né?

E por outro lado eu estou no meu direito de ficar chocada e triste também.

E o feriado de vocês como foi ou esta sendo?

Beijos!

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