Pré adaptação

Maria Clara  vive num ritmo de férias desde que nasceu, alias. Ela tem os horários, a rotina, mas não vai à escola ainda e eu não trabalho fora, quem já leu o blog já sabe.Então naturalmente a atenção é toda voltada pra ela, os horários seguidos conforme as necessidades dela e eu sempre a disposição.

Mas esse ano ela vai começar a ter uma vida social digamos mais… Agitada, Vai começar a escola em fevereiro e eu pretendo voltar a trabalhar fora assim que passar o período de adaptação total dela na creche.

O fato é que estou aproveitando ela ao máximo, só no grude, um ritmo de férias literalmente! Mas ao mesmo tempo estamos tentando mudar a rotina e certos horários pra facilitar esse ingresso na escola.

Como eu trabalho com isso, tenho uma certa experiência em horários, alimentação, atividades  , acaba ficando mais fácil saber como serão as coisas na creche e tecnicamente mais fácil acostumar a mc e prever  as possíveis dificuldades iniciais que ela pode ter por ser tão diferente a rotina de casa com a rotina da escola.

Eu já participei de algumas adaptações de crianças, que como ela, passou boa parte do tempo em casa com os pais até ir pra escola, e se os horários e rotina são muito diferentes de casa e na creche a probabilidade da criança demorar mais pra adaptar são grandes, por isso estou TENTANDO mudar algumas coisas em casa. (com aquela fé materna de que “TEM QUE DAR CERTO” , pra minimizar qualquer tipo de trauma ou sofrimento pra mim e pra ela).

Uma das coisas que me deixou um pouco preocupada é o fato dela não aceitar comer carne, nem moída, nem picada, desfiada, em pedaço, nem pra “chupar” o caldinho ela não queria. Mas comecei uma adaptação com isso também, pra ela sofrer menos pra acostumar com a comida da creche (que é melhor que a minha, então acho que ela nem vai estranhar muito).

Primeiro comecei batendo a carne com feijão pra ver se o que ela não gostava era a textura, gosto etc. ou se era só preguiça de mastigar mesmo. Comeu bem, ai vi que ela aceita, mas tem preguiça, então fui introduzindo aos poucos junto com salada de tomate, que ela ama, comecei com carne de frango que é mais molinha e ela comeu! Fiquei feliz, ela só comeu meio filé, mas comeu.

Depois foi a vez da carne vermelha, fomos devagar, misturando no arroz beeem picadinha junto com tomate ou milho e também aceitou bem!

No ano novo ela comeu seu primeiro ‘churrasco’, foi lindo ver ela comendo/chupando o primeiro pedaço ‘grande’ de carne.

Passei a chamar a mc pra participar do preparo, ver a “carninha” sendo temperada, deixava ela mexer a panela e assim ela foi criando intimidade rsrs.

Ela ainda não come muito, mas pra quem só cuspia assim que sentia a carne pra mastigar, já é um grande passo!

Estamos indo devagar e ao tempo dela, como deve ser, e será assim na adaptação na creche e em qualquer outra coisa que ela quiser. Quero que minha filha saiba que estaremos sempre aqui pra quando precisar e respeitar o fato dela ser um individuo a parte de mim, que tem medos, gostos, preferências, etc.

Sim, eu sei que todo esse processo da carne é obvio pra muita gente e que eu deveria ter feito antes, mas sabe aquela coisa de “tá bom assim”? Então, eu não ligava em fazer um suflê separado, uma salada de folha verde-escura, cozinhar feijão com espinafre  ou substituir a proteína da carne com outros alimentos, mas eu sou a mãe, na escola não tem essa, e eu quero facilitar ao máximo o processo todo, afinal nunca é tarde né? rsrs.

Agora o próximo passo é acostumar a acordar mais cedo, já que ela acorda por volta das 9:30 e na creche o horário de entrada é as 7:00, fora que almoço e jantar é mais cedo do que o de costume em casa…

Não quero transformar a nossa rotina em uma rotina escolar, só quero diminuir ou não forçar a mudar totalmente os hábitos dela de uma hora pra outra. Ela nunca teve férias, rotina de atividades, socialização, divisão, enfim.

Parece bobo, mas algumas mudanças na rotina da casa são importantes para esse processo todo. Tem gente que não liga muito, acha que a “escolinha” não interfere no futuro, mas interfere sim! Tudo que for feito agora, vai fazer parte da memoria emocional, desenvolvimento cognitivo, afetivo, dos nossos filhos.

A educação infantil é a base do ser humano que a gente quer formar, é como praticar desde cedo a alimentação saudável, deixar de repreender com violência e sim com dialogo, fazer nossos filhos entenderem que podemos ou devemos nos comunicar de forma mais gentil, harmoniosa, com o próximo e com nós mesmos, ou seja, tudo que praticarmos, ensinarmos e principalmente mostramos através do exemplo se tornará um hábito .

Ensinar e criar nossos filhos com amor, carinho, compreensão, é muito importante, afinal, eles são a esperança do futuro, literalmente! São bebês ou crianças, mas sentem e são um ser em formação, não podemos esquecer disso nunca!

E com vocês como foi a adaptação na creche ou escola, foi tranquilo?

Beijos!

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O que é normal?

O que é normal na maternidade?

Sinceramente eu venho pensando um pouco sobre isso e fico confusa.

Me enrolo e fico presa nos conceitos preestabelecidos, na opinião diversa de ‘especialistas’, médicos, televisão ou mídia em geral e , claro, as mães.

Não é difícil perceber tantas divergências, tantas características de uma família para outra.

Ai eu me pergunto, afinal o que é certo? Será que eu sou uma boa mãe? Ou sou um monstro porque às vezes dou Danoninho e ‘porcarias’ pra minha filha? Se eu comentar com qualquer mãe ‘natureba’ ( sem generalizar, meninas!) que vez ou outra eu opto por comida industrializada em uma emergência eu serei praticamente banida do grupo “mães legais, amigas de parquinho”.

Se eu não me sinto culpada às vezes em dar as papinhas prontas? Óbvio que SIM, mas isso não é uma escolha diária, são emergências, e só eu e minha filha sabemos das condições e necessidades dessa opção vez ou outra.

Se eu disser que deixei de amamentar cedo, ou tarde, as pessoas julgarão.

Da mesma forma em que as pessoas fazem pressão pra conseguirmos amamentar exclusivamente durante, pelo menos, 6 meses mas ao mesmo tempo vem uma pessoa mais experiente, geralmente as avos, bisavós e afins, e mandam dar um bom caldo de feijão pra criança porque na ‘época dela era assim’.

Por outro lado se você diz que não gostou, não conseguiu ou não quis amamentar: julgamento aí de novo!

Uma coisa que eu percebi e aprendi é que os bebes não são bonecas, gente!

Sim, é verdade que a personalidade da criança começa a desenvolver por volta dos 6 anos e que ate lá seu comportamento é reflexo, muitas vezes, da maneira que é criado, dos exemplos e da rotina da própria casa, da família. Mas eles têm vontades, vão descobrindo o que podem ou não, o que gostam ou não, o que querem ou não.

O jeito de dormir, por exemplo, de lado, de bruços, barriga pra cima, isso são hábitos, mas o bebe vai se sentir melhor em uma delas, não da pra impor! A chupeta, o ursinho, o paninho, a mamadeira ou o copo, a amamentação, soa hábitos, mas também escolhas! Da mãe e do bebê.

Educar, superproteger, fazer a linha “foda-se” depois ensino, mimar, cuidar; cada um tem uma maneira.

Somos condicionados a achar estranho, errado, esquisito, tudo aquilo que não faz parte da nossa rotina, da nossa educação. E isso não é ruim, afinal o que seriam dos debates, filósofos, médicos, a ciência etc. se não fossem as duvidas, os comportamentos tão diversos, as maneiras de educar, as culturas.

O que é certo ou o que é normal pra mim?

Fazer as coisas do seu modo, no seu ritmo. Se estivermos falando da maternidade, a meu ver, precisamos fazer da NOSSA melhor maneira, não para os outros, mas pra si e para seu bebê.

Acho que se fizermos simplesmente sem nos julgarmos, sem nos culparmos, e tentando ao máximo não deixar se levar às opiniões e palpites que não nos ajudam a evoluir, será um grande passo para um caminho lindo 🙂

Eu aprendi e aprendo todos os dias a ser mãe, não nasci pronta e erro todos os dias mas também acerto!

Me orgulho de muitas coisas, mas eu quero mesmo é ter a sensação de dever cumprido, de lá na frente ver que minha filha se tornou um adulto legal, que respeita as pessoas e suas opiniões tanto quanto raça, cor, religião e o escambau. E que siga suas próprias vontades e decisões, mas que saiba arcar com cada consequência disso.

Vivemos num mundo onde há varias opiniões e geralmente as pessoas tem a necessidade de ver o erro nos outros quando a maneira de viver não lhes agrada.

Bom, isso não vai mudar aqui nem agora e eu acho ate bom, não precisa ser tudo tão redondinho.

Acho que o legal mesmo é cada um respeitar os limites do outro, mas sem ser submisso, mostrar e defender sua opinião, mas sem impor a mesma.

As pessoas seriam mais felizes se pudessem viver sem se preocupar se um dia alguém vai o excluir ou julgar por um fato ou outro.

Sejamos mães, felizes e sempre bem humoradas!

Ao infinito e além!

Mães sempre corujas, mesmo que meio tortinhas!