Ho Ho Ho

Natal nunca foi um problema ou uma grande questão pra mim, mas  eu resolvi casar com um economista -que por natureza é chato, muito chato-  e que quando criança não foi estimulado a acreditar nessa coisa toda de Papai Noel ou Father Christmas,  Santa Claus, Sinterklaas ou São Nicolau, como queiram.

Sim. Eu fui fazer uma breve pesquisa, não me aprofundei no tema, fiz uma pesquisa rápida, jogando no nosso amigo “gugou”: “Papai Noel: Pagão ou cristão” ou “A verdadeira historia do Papai Noel”.

Essa coisa toda de natal embolada com a religião e o consumo exagerado de comida, brinquedos, e as grandes festas me deixaram ‘encafifada’, ainda mais quando eu, que achei que seria super natural e eu nem precisaria esquentar minha cabeça com aquela pergunta: ‘Estimular ou não a pequena crer no Papai Noel?’.

Conversa vai, pesquisas vem, eu consegui fazer um acordo com o pai da Maria Clara – VIVA! É a gente vai contar a tal “verdadeira historia” do Papai Noel, mas com um quê infantil, tipo assim:

“Papai Noel era um senhor que gostava de ajudar as crianças pobres que não tinham nem o que comer então ele viajava pela cidade e deixava um saquinho com moedas para a família de a criança poder comer ou mesmo comprar um presente para os filhos que foram bonzinhos. e depois de muitos anos, as pessoas boas continuavam com essa tradição e o mundo todo passou a dar presentes para as crianças boazinhas como um ‘premio’ por ter sido educadas e obedientes.”

Tem também aquela outra lenda que o Papai Noel era um homem mau que maltratava as pessoas e que foi ensinado por uma criança a amar ao próximo e com isso começou a presentear as crianças. Com o tempo a família desse homem continuou a tradição perpetuando por tanto tempo e até hoje.

Claro que toda historia contada PARA criança não precisa ser exatamente assim, cheia de detalhes, datas, nomes. Um dia se ela me perguntar se ele realmente existe eu vou responder: “- O que você acha?” papai Noel independente de data certa, nome engraçado, o bispo jogando a moeda, a  roupa inventada pela marca de refrigerante, o lugar onde ele mora ou mesmo se ele é de carne e osso, não interessa! O que interessa mesmo é ver a alegria nos olhos das crianças acreditando com a fé que só elas têm. E que mau tem isso tudo? Pra mim ele existe – e olha que eu não ganho presente em baixo da arvore faz um tempo – eu acredito na essência, na fantasia, na esperança, a ansiedade que tomam conta dos corações com um pouquinho de amor e fé.

Eu e marido chegamos a esse acordo todo com muita conversa e a ajuda das minhas amigas do ‘face’ que me contaram como fazem com seus pequenos, aproveito pra agradecer mais uma vez a todas elas, mas decidimos que não vamos falar nada dessa coisa de duende que ajuda papai Noel, nem que ele mora no Polo Norte, ela por si só vai imaginar tudo isso, combinamos simplesmente de dizer SE ela perguntar como os brinquedos chegam até ela, que nós temos um acordo com o papai Noel, damos o dim dim pra ele ou o próprio brinquedo e depois ele entrega, pode ser com rena ou sem rena afinal eu acho um pecado deixar o Rudolph de lado. As cartas estarão liberadas também, mas sem ser endereçado diretamente ao Polo Norte.

No mais, a lenda continua e se depender de nós a Maria Clara vai ser mais uma “criança feliz a cantar seu sonho infantil”.

Aviso: Quero deixar bem claro que não sou contra catolicismo, nem Jesus, nem nada do tipo! Respeito TODAS as formas de contar ou não a historia do Natal adequada a cada família e como tudo nessa vida há divergências, opiniões, crenças e preferências. Não sou contra nada disso, ok? O blog é pessoal, bem como as opiniões e atitudes que eu escolho tomar na educação da Maria Clara. Certo?

Mas vocês tem que concordar que fica estranho falar pra uma criança que o bom velhinho não existe, já que TODO shopping, loja, centro da cidade e o caramba tem um bendito dum velho coitado cozinhando dentro de uma roupa horrorosa vermelha deixando todas as crianças contarem seus pedidos a ele, então não rola falar que aquilo tudo é um jogo de marketing pra fazer os pais comprarem presentes e gastar rios de dinheiro com isso, afinal são crianças , né?

E sabe o que mais? Eu acho que a gente deveria aprender com elas, por que você acha MESMO que as crianças querem só o presente? Eu vou te responder: NÃO ELAS NÃO QUEREM, na verdade elas estão cagando pro presente, quem impõe isso somos nós, adultos chatos e vazios que acham que as coisas materiais vão suprir ausência de carinho, amor ou simplesmente TEMPO para as pessoas que amamos.

E lembrem-se: consumo consciente, chega de tanto brinquedo! Vamos nos reunir e falar bem das pessoas chega de julgar, falar mal, querer o mal, semear coisas ruins.

Avante Papai Noel! Cantemos ao piscar das luzinhas e feliz ano novo pra todo mundo!!!!

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*Filha, você vai ler tudo isso um dia, ou pelo menos eu espero que sim, e se lá no fundo do seu coração você crê que ele existe, então ele existirá pra sempre em você!

Papai Noel não é só aquele que dá o presente, mas a magia que traz consigo junto a esperança inevitável que todos nutrem para o próximo ano, a vontade de fazer melhor, de ser bom… Independente da lenda, do mito, da historia pagã ou da religiosa, o significado disso tudo é tão imenso que é triste te impedir de imaginar! Depois você escolhe o que fará ou se vai continuar acreditando, mas lembre-se: eu e papai nunca mentimos ou te enganamos e se quer saber? Ele existe pra mim SIM! 🙂

 

 

Ah! Eu separei uns links pra vocês, se quiserem quer ler mais sobre isso tudo, as lendas de São Nicolau, a origem da roupa que era verde e ficou vermelha por um ‘protesto’ de um cartunista alemão e disseminada pela Coca-Cola ou a origem de Rudolph e as outras renas, onde papai Noel mora ou as historias e lendas pagãs e religiosas: (é so clicar nos nomes das matérias que o link vai direto)

Revista Época:Papai Noel pagão ou cristão?

História doMundo A origem do Papai Noel

A boa e velha , mas as vezes não muito confiavel: Wikipedia

Mundo Notícias : A verdadeira história

Se quiser escrever para o bom velhinho, ó:

Santa Claus

FIN-96930 Arctic Circle

Rovaniemi – Finlândia

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Feriado prolongado e altas aventuras.

Já faz um tempo que não escrevo. Bom, apesar de não termos emendado a sexta e a segunda-feira, foi um baita feriadão.

Tive a impressão de ter passado por uns 3 domingos: na quinta, domingo e na terça, ou seja, hoje pra mim é segunda-feira. Oh céus nem eu to entendendo mais!

Enfim, confusões “datísticas” a parte, vamos ao resumão do feriadão:

Como eu já tinha dito NESSE POST, passei por um feriado bem intenso no dia da proclamação, certo?

Mesmo com todo o stress do dia anterior eu resolvi levar a pequena nessa pracinha de novo, não tinha ninguém lá no play só uns caras correndo e pra minha surpresa e vergonha quando os moçoilos passam pela pracinha a MC sai correndo atrás gritando: ‘papai papai’ para um completo estranho.

Gente, quando alguém te avisar que filho faz passar vergonha ACREDITE! Eles fazem mesmo, o rapaz simpático ainda por cima passou de novo ali e brincou com ela, me senti “A mãe que vai pra pracinha procurar um papai pra filhinha dela”. Exagero?

Vergonhas a parte, chegou o final de semana e com ele a bagunça de um bebe e um marido que solta bem de manhã a seguinte frase: – A bagunça não vai fugir, vamos deixar tudo assim!(jogando a colcha por cima de roupa suja, travesseiro pro lado e pijama embolado pra outro). Como se não bastasse falar isso na frente da pequena os dois foram ate o quarto dela pegaram o lego, boneca, bichinho de pelúcia, baú e trouxeram para o MEIO da sala e espalharam tudo , com direito a : – êêêê incá!(brincar). Gente, minha sala não é grande, pense em uma pessoa tendo que literalmente pular pra poder andar, esse era o estado da minha sala.

Não me importo tanto com a bagunça em si, o que eu não suporto é sujeira e louça na pia pra lavar…Levei na esportiva ate quando a Lála começou a ficar estressada com tanta bagunça também, nem ela sabia com o que brincar, era controle de vídeo game, lego,boneca, cadeira de papá, tudo misturado, não tem quem aguente , né?

Enfim, pedi pro marido cuidar da pequena e fui resolver uma coisa, quando volto me deparo com minha filha pintada, borrada e melecada com meu batom novo.

Surto agora ou daqui a 5 minutos? MC com toda sua inocência nos olha e diz: – Tom(batom), que linda! Tem como brigar com um ser gostoso desses? Respondo:  NÃO…

Bom, o feriado foi longo, cansativo e proveitoso também: fomos tirar sangue da pequena para uns exames que o pediatra pediu, tentamos fazer o de urina, mas não rolou (quem tem bebê sabe o quanto é CHATO fazer exame de urina em bebes , principalmente em meninas), minha mãe veio pra Campinas e fomos passear sozinhas enquanto MC ficou o dia todo com o papai, pedi pra minha avó cozinhar feijão pra nós ( porque o meu é uma negação) e eu trouxe um montão de feijão de vó pra casa, eu e marido tomamos sorvete e um monte de ‘porcarias’ com a pequena, ela está feliz e isso é o que importa!

Cansei, chorei, dei muita risada, Maria Clara aprendeu palavras novas, cores e a trazer a boneca Antonieta ou a Galinha pintadinha pra brincar de ciranda com a gente, comeu acerola do vizinho com o papai, tentei montar a arvore de natal com ela e com o marido mas a tentativa foi muito fail com direito a MC pegando as bolas da arvore colocando na boca e saindo correndo, marido pegando um enfeite qualquer e enfiando na arvore de qualquer jeito e eu ali, toda empolgada tentando resgatar o espírito natalino. Deixa pro ano que vem, né?

Aqui aconteceu tanta coisa que não consigo nem lembrar e também, se for contar tudo ninguém termina de ler!

É isso, e por ai?

Como estão os preparativos de natal? Como foi o feriado?

O resultado da make dela!

Nossa arvorezinha e as luzinhas verdes