Da série: coisas que nem todo mundo quer saber , mas que as mães gostam de contar:

Madrugada intensa com o bebê acordado e carente.
– Mamããe, manhêê, não ké mimi, buááááá
Papai entra no quarto do nenê:
– Maria Clara vc precisa dormir pro papai e mamae descansar.
Ah! ela ta molhada Tau, vou trocar ela
Bebê sendo trocado analisando suas ‘paRTE’
– O Pepi, papai, a pepi neneeem (essa ultima parte acresente 10 doses de empolgação)

e eu vos pergunto: e agora dotô? o que eu faço? —- linha de raciocinio se quem tem pipi é menino, entao menina tem… pipinha (o feminino de pipi,  lógico).
Isso foi minha mãe GÊNIA, descobriu quando eu a fiz passar muita vergonha em onibus, centro da cidade, rodinha de amigos e familia, fazendo a fatidica pergunta.
eu so nao imaginaria que minha filha com 1 ano e 9 meses, iria por si só descobrir isso. GÊNIA²!?

Conclusão 1: minha filha é mais esperta do que eu.
Conclusão 2: ela esta crescendo mais rapido do que imaginei.
Conclusão 3: eu achei que esse momento alem de dmorar mais , nao seria tao natural como foi.
Conclusão 4: quando a gente é mãe, se transforma em seres bobos, babões e espontaneos (pra responder pros filhotes com a mesma rapides e naturalidade, suas perguntas cabeludas.)

Agradecimentos:
Mãe, por ser uma gênia mil e facilitar meus dias 🙂

 

DSC02798

Anúncios

O que eu quero deixar pra você?

Sempre penso na importância da educação, nos exemplos, e no ‘como’ ensinar os valores que eu acredito pra minha filha.

Logico é indiscutível que filhos aprendem mais, se não somente, com exemplos, vendo os pais, a relação de cumplicidade e respeito vem daí e isso eu não tenho duvidas.

Mas e o resto? Aqueles valores impressos pela sociedade, a ditadura do culto ao corpo, os seres cada vez menos críticos e cada vez mais alienados a acreditar nas coisas sem buscar se quer uma fonte confiável.

Veja pelos virais da internet que espalham coisas sem sentido desde golpes ate avisos de ‘segurança’ que não passam de balela, fatos não comprovados etc.

E como lidar com crianças ou mães, sei lá, que fazem da beleza um martírio? Um ritual maluco pra ser melhor e mais bonita que as outas. Sim, porque você só será aceita na sociedade se for bonita, magra e rica. E se você por acaso tentar mudar o sistema, for contra o que a televisão fala ou simplesmente ousar pensar e/ou refletir: BÉÉÉ – aviso sonoro – você será automaticamente banida da rodinha cool da escola.

Eu penso muito e cada vez mais me preocupo com o futuro que quero deixar pra Maria Clara.

Quero passar pra ela tudo que sei e que acho correto, mas não quero podar as asas dela, quero conseguir fazer ela pensar e dosar as coisas, ver que ela pode fazer alguma coisa diferente do que ensinei se isso a fizer melhor e mais feliz. Mas ao mesmo tempo não quero ser escrava disso, sabe, ter que medir tantas palavras por “prevenir terapia” no futuro para ela. É, porque hoje o que mais se diz é isso: “- se você não der atenção pro seu filho ele vai ter que frequentar o analista daqui alguns anos” ou então “- Se você criar ela tão independente ela vai ser mal agradecida e vai fugir de casa” ou pior “- Ah, mas se você bater nela vai presa e se não bater ela faz de você um capacho”. Um bando de gente querendo acertar mas acima de tudo com medo de errar, é um nó tão grande que eu acho que os analistas e psicólogos, terapeutas e afins vão dominar o mundo, serio! Do jeito q a coisa anda…

Agora me diz como lidar com isso?

São muitas opiniões muitos pitacos e pouca ajuda. Alias, ainda bem, porque quero me orgulhar de ter feito uma empreitada legal com ela, me orgulhar da educação que vou dar a ela e mais do que isso, quero que minha filha também se orgulhe disso e que tenha o desejo de passar adiante a educação e os valores.

Se eu vou me orgulhar só o futuro vai me responder. Só quando eu voltar aqui e ler tudo isso, é eu espero que goste do resultado, vamos torcer! Mas por via das duvidas é bom fazer uma poupança, nunca se sabe quando vamos precisar de um analista. Rsrs

Acho que ensinar os filhos a pensar, a ser gentil, se colocar no lugar do outro, a generosidade, lealdade, etc. tudo isso é tão relativo, complexo e divertido… Me inspira e eu penso, penso e minha cabeça quase da um nó!

Fiz um acordo com ela e acho que não vou pensar muito, apenas mostrar e eu espero que esse resultado seja bom, por que falar de mais é muito chato e ela não vai absorver nada.

Mas como sou teimosa fiz uma lista, pra variar, de alguns pontos importantes que eu desejo conseguir realizar na educação da Maria Clara:

Quero que você, minha filha, tenha algumas coisas bem claras para si:

Saiba tomar as suas atitudes com calma, paciência e amor.

Pense antes de falar e não fale sem pensar nas consequências.

Tudo que fizer vai ter uma consequência, seja boa ou ruim, mas sempre tem! Independente de sua escolha arque com os resultados dela!

Voe alto, mas não esqueça suas raízes, e volte quando quiser.

Nunca se esqueça de onde veio mesmo que isso seja muito distante do que você se tornará no futuro.

Lembre-se que sempre existe o ‘outro lado da história’, não veja só o que te favorece ou o que te aborreceu. As pessoas também têm problema, tanto quanto você!

Leve a vida da forma mais tranquila possível, não exagere e nem torne as coisas mais difíceis do que elas precisam ser.

E nunca esqueça do amor que existe em você!

Mamãe tenta regar todos os dias a semente do amor no seu coração! Cuide dela e não a deixe morrer.

E lembre-se eu sempre estarei com você.

Com amor, mamãe.

Não trabalho fora, sou menos mãe?

NÃO! Hoje em dia, há inúmeros protestos, passeatas, movimentos, e afins de mulheres querendo se libertar ou simplesmente escolher seu próprio caminho.

Mas se digo que sou mãe e não tenho  emprego fora de casa sou tachada de Amélia, frustrada, coitada, traída e outras coisas piores.

Eu trabalhava, aí virei mãe, saí do emprego, me formei na faculdade com um bebe recém-nascido em casa e…Não voltei a trabalhar fora.

Não que eu não tenha tentado, muito pelo contrario, passei muito tempo focada em trabalhar e exercer a profissão, mas não deu!

Não rolou por inúmeros motivos:

Escolas de educação infantil e berçário extremamente caro!

Passar tempo integral longe da minha filha – eu queria trabalhar meio período, afinal queria estar presente nessas fases tão importantes dos primeiros anos dela e não saber de tudo através de bilhetes ou da professora.

Não deu, por que muitas pessoas me diziam pra simplesmente desistir de trabalhar tendo um bebe em casa, cheguei ate a ser chamada em vários lugares, mas ao comentar que tinha filha as pessoas diziam que o trabalho deveria ser prioridade e que se minha filha ficasse doente eu não poderia faltar no trabalho pois seria falta de comprometimento – oi?!

Não deu por vários outros pontos, coisas pessoais e tal, mas na verdade acho que eu mesma bloqueei isso.

Parei pra analisar todos os ‘nãos’ que não foram poucos e em tudo que ouvia: “será que esta valendo a pena eu correr atrás disso? A minha felicidade e da minha filha dependem de um emprego que pague a escola dela e outras poucas coisas, um emprego que eu fique 8, 9 horas longe dela?”.

Tudo que minha filha fizer nesses anos iniciais, ela só fará agora! Eu não, tudo que eu fizesse nesses 2 anos eu posso muito bem fazer ano que vem, no outro, ou quando eu estiver preparada e ela também!

EU estava me cobrando e me sentindo culpada e frustrada por não conseguir. Poxa, eu queria curtir minha filha, queria cuidar dela, não do filho dos outros, queria aproveitar tudo isso!

PRA QUÊ vou colocar minha delicinha num berçário com outras 15 crianças e só ver a pequena uma meia horinha do fim do dia, afinal né, ela já vem ‘jantada’, de banho tomado e com sono: perfeito pra mães que não querem criar vínculos. Hunf.

Podemos tudo, inclusive respeitar uns aos outros!!!

NÃO estou generalizando, eu sei que muitas pessoas precisam trabalhar e não tem a opção da escolha ficar ou não com o filho em tempo integral. Eu entendo!

Mas o que eu vejo e muito por ai, são mães querendo terceirizar o filho simplesmente por vaidade! Por não querer parar de trabalhar e se achar menor por não sair todos os dias pro emprego.

Quantas e quantas vezes já li relatos de mães que publicam textos dizendo ‘como escolher a melhor escolinha’. Gente, a escolha da ESCOLA DE EDUCAÇÃO INFANTIL, vai além dos tópicos:

Dá janta? Dá banho? Brinca bastante? Fica numa sala com 3 auxiliares o dia todo? Chega em casa e dorme?

Há inúmeros fatores que influenciam numa boa escola de educação infantil, a escolha da instituição não é mole!

Tem que identificar a pedagogia usada, espaço verde e aberto, rotina alimentar, atividades propostas desde o berçário ate os 5 anos de idade, etc.

Mas a proposta desse post/desabafo não é essa.

O que eu quero mesmo dizer é que eu, como mulher, ainda me sinto muito julgada, sofro muito preconceito de ‘mães modernas’ por não trabalhar. Mas espera ai, eu trabalho sim! Sou mãe em tempo integral, pago contas, vou ao banco, supermercado, brinco com minha filha, cuido da alimentação de toda família e da limpeza da casa, entre outros servicinhos extra. Eu não trabalho? Certeza?

Eu, como muitas outras mães que escolheram ou não ficar em casa não são menos mãe por isso, são dignas de respeito, amor, admiração, orgulho e tudo mais!

O que eu quero com esse desabafo não é julgar as mães que se sentem bem em sair pra trabalhar, longe disso! Eu não sou Amélia, também gostou de ter meu dinheiro, de poder sair da rotina da casa. O que eu quero mesmo e ser respeitada pela minha escolha!

Vamos combinar assim: eu não generalizo e não julgo e mantemos uma linha de admiração e respeito mútuo, certo mamães?!

Cada um tem sua cultura, seus costumes, sua rotina. O que é bom pra mim pode não ser pra você e vice versa.

Todas as guerreiras que saem todos os dias pro trabalho, engolem sapos de patrão e clientes, todas aquelas que sofrem em ficar longe dos filhos, aquelas que se sentem bem e vaidosas em fazer isso, vocês tem meu respeito e admiração!

Beijos!

 

Autoanálise e desespero materno.

De repente essa comedia romântica que é a maternidade, cheia de percalços, risos, desastres e porque não drama, muito drama me prende numa auto analise muito chata.

Por varias vezes me peguei pensando e analisando minha forma de ser mãe, será que estou fazendo certo?

Dia desses assisti a Super Nanny do Brasil e confesso fiquei um pouco deprê. A culpa veio tudo por me sentir bem em não querer ficar com a minha filha as vezes, por preferir ficar sozinha , ficar sem fazer nada um pouco ou por simplesmente sentir a necessidade de limpar a casa e deixar a pequena vendo desenho.

O tema do episódio da Super Nanny que vi, foi que a mãe não dava muita atenção pros 3 filhos dela porque limpava a casa enlouquecidamente e eu me vi nela. Ok não tão exageradamente, mas eu me peguei numa analise muito inflexível do meu comportamento e do meu jeito de maternar. Mas poxa, eu limpo a casa pra minha filha se sentir bem, num lugar confortável, aprender a viver num lugar limpinho e arrumado, e eu não posso me culpar por isso!

Eu vi que, cada um tem uma rotina, eu não preciso e não posso fazer como a Super Nanny diz, eu sou a mãe da Maria Clara e a melhor mãe PARA ela. Eu não sou mãe de fulano. Eu tentei ate mudar minha rotina, mas no fundo eu pensei: será que isso está valendo a pena??

A nossa rotina em casa é mais ou menos assim:

7:30 – acordar, ver e-mails, tomar café e arrumar a casa (menos o quarto do bebê);

Das 8:00 às 9:30 : lavar a louça do café, deixar no ‘jeito’ o mama da pequena, ver o que fazer pro almoço;

10:00 : bebê acorda, mama, assiste desenho enquanto a mamãe arruma a cama do nenê, passa aspirador e pano na casa;

Das 11:00 às 11:30: mamãe prepara almoço enquanto a pequena brinca ou ‘ajuda’ na cozinha;

11:30: almoço e sobremesa;

12:30: neném mama e dorme;

13:00 às 15:00: enquanto bebê dorme a mamãe lava a louça do almoço, almoça, e relaxa um pouco ( também sou filha de Deus, posso?) ;

15:00: lanche e brincar com Maria Clara;

17:00: fazer a vitamina da neném, arrumar a casa, mandar e-mails etc.;

18:30 : papai chega dá atenção pra criança, jantamos os três, lavamos a louça;

19:00 : papai sai de novo, mamãe e bebê pegam os brinquedos espalhados, banho na delicinha, arruma tudo e brinca na sala;

20:30 / 21:30 : Maria Clara dorme, mamãe descansa;

 

Eu sou a louca da limpeza? NÃO , ne?

Isso é o básico pra sobrevivência da pessoa e eu acredito que se ensinar pra ela a viver num lugar limpo e arrumado isso vá ajudar ela no futuro com : autonomia e organização, disciplina, etc.

Sinceramente eu penso que a televisão ou a mídia em geral exige um padrão de mãe e se você não se encaixa nele não é boa mãe, simples assim. Mas não pode ser isso, cada um tem uma rotina, um ritmo, o que serve pra mim não serve pra vizinha, etc.

Tenho uma amiga que adora passar roupa, eu odeio.

Outra que prefere deixar o filho na escola pra ir passear ou ficar sozinha em casa, eu não quero isso ainda, prefiro ficar com a minha filha em casa se não estou trabalhando.

Há aquelas que só dão coisas naturais pro filho e não deixam sob hipótese alguma comer açúcar ou leite em pó, eu já sou mais ‘mole’ pra isso e as vezes permito umas “porcarias” de leve.

Tem mãe que deixa o filho tranquilamente com outras pessoas, eu fico com o coração na mão e vontade de ligar toda hora.

Tem mãe que prefere que a avó cuide do filho, eu prefiro evitar esse stress por que o filho é meu, a obrigação é minha e do pai, não da avó.

Tem gente que prefere lavar a louça uma vez no dia e deixar acumular, eu não.

Já vi pessoas que limpam mais histericamente que eu ou que simplesmente não limpam por que a criança vai sujar de novo.

Enfim, não só na educação dos filhos, mas em tudo nessa vida, o que serve pra você não necessariamente serve pra mim. Respeito todas as pessoas que tem opiniões e costumes diferentes dos meus, eu posso ate curtir o seu e tentar encaixar na minha rotina, por que não? O que não pode é ser obrigado a seguir esse estereótipo de mãe perfeita que trabalha fora, em casa, cuida de filho, cozinha e ACHA que tem q fazer isso sozinha e tudo bem. Mas não é!

Vamos respeitar o outro, cada um faz da sua vida o que quiser e não cabe a ninguém achar o que é certo ou errado na vida do amiguinho.

Façamos o melhor para nós, e se cada um criar e educar sua prole para ser um SER HUMANO o mundo já vai estar em boas mãos.

Não queira deixar um futuro melhor pros seus filhos, deixe filhos melhores para o futuro, o resto a vida se encarrega.

Minha pequena bagunceira, ou nao.