Feriado prolongado e altas aventuras.

Já faz um tempo que não escrevo. Bom, apesar de não termos emendado a sexta e a segunda-feira, foi um baita feriadão.

Tive a impressão de ter passado por uns 3 domingos: na quinta, domingo e na terça, ou seja, hoje pra mim é segunda-feira. Oh céus nem eu to entendendo mais!

Enfim, confusões “datísticas” a parte, vamos ao resumão do feriadão:

Como eu já tinha dito NESSE POST, passei por um feriado bem intenso no dia da proclamação, certo?

Mesmo com todo o stress do dia anterior eu resolvi levar a pequena nessa pracinha de novo, não tinha ninguém lá no play só uns caras correndo e pra minha surpresa e vergonha quando os moçoilos passam pela pracinha a MC sai correndo atrás gritando: ‘papai papai’ para um completo estranho.

Gente, quando alguém te avisar que filho faz passar vergonha ACREDITE! Eles fazem mesmo, o rapaz simpático ainda por cima passou de novo ali e brincou com ela, me senti “A mãe que vai pra pracinha procurar um papai pra filhinha dela”. Exagero?

Vergonhas a parte, chegou o final de semana e com ele a bagunça de um bebe e um marido que solta bem de manhã a seguinte frase: – A bagunça não vai fugir, vamos deixar tudo assim!(jogando a colcha por cima de roupa suja, travesseiro pro lado e pijama embolado pra outro). Como se não bastasse falar isso na frente da pequena os dois foram ate o quarto dela pegaram o lego, boneca, bichinho de pelúcia, baú e trouxeram para o MEIO da sala e espalharam tudo , com direito a : – êêêê incá!(brincar). Gente, minha sala não é grande, pense em uma pessoa tendo que literalmente pular pra poder andar, esse era o estado da minha sala.

Não me importo tanto com a bagunça em si, o que eu não suporto é sujeira e louça na pia pra lavar…Levei na esportiva ate quando a Lála começou a ficar estressada com tanta bagunça também, nem ela sabia com o que brincar, era controle de vídeo game, lego,boneca, cadeira de papá, tudo misturado, não tem quem aguente , né?

Enfim, pedi pro marido cuidar da pequena e fui resolver uma coisa, quando volto me deparo com minha filha pintada, borrada e melecada com meu batom novo.

Surto agora ou daqui a 5 minutos? MC com toda sua inocência nos olha e diz: – Tom(batom), que linda! Tem como brigar com um ser gostoso desses? Respondo:  NÃO…

Bom, o feriado foi longo, cansativo e proveitoso também: fomos tirar sangue da pequena para uns exames que o pediatra pediu, tentamos fazer o de urina, mas não rolou (quem tem bebê sabe o quanto é CHATO fazer exame de urina em bebes , principalmente em meninas), minha mãe veio pra Campinas e fomos passear sozinhas enquanto MC ficou o dia todo com o papai, pedi pra minha avó cozinhar feijão pra nós ( porque o meu é uma negação) e eu trouxe um montão de feijão de vó pra casa, eu e marido tomamos sorvete e um monte de ‘porcarias’ com a pequena, ela está feliz e isso é o que importa!

Cansei, chorei, dei muita risada, Maria Clara aprendeu palavras novas, cores e a trazer a boneca Antonieta ou a Galinha pintadinha pra brincar de ciranda com a gente, comeu acerola do vizinho com o papai, tentei montar a arvore de natal com ela e com o marido mas a tentativa foi muito fail com direito a MC pegando as bolas da arvore colocando na boca e saindo correndo, marido pegando um enfeite qualquer e enfiando na arvore de qualquer jeito e eu ali, toda empolgada tentando resgatar o espírito natalino. Deixa pro ano que vem, né?

Aqui aconteceu tanta coisa que não consigo nem lembrar e também, se for contar tudo ninguém termina de ler!

É isso, e por ai?

Como estão os preparativos de natal? Como foi o feriado?

O resultado da make dela!

Nossa arvorezinha e as luzinhas verdes

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Papai reserva.

Desde a primeira boneca que a delicinha ganhou, ainda na barriga, eu já colocava nome nos brinquedos e é assim até hoje.

Temos a Julieta, Antonieta, Marieta, ( não, não temos outra boneca que tem o nome terminado em ‘eta’), enfim colocamos nome em todos os brinquedos dela desde as bonecas ate o jacaré Jão, ou a madelaine- o gatinho de porta dela que eu fiz :).

O fato é que isso veio naturalmente, sem eu forçar a MC a chamar os brinquedos pelo nome. Lógico que a gente ensina o que é o urso, o cachorro, a galinha, a boneca, etc. mas muitos, se não pelo menos as bonecas, ela chama pelo nome, principalmente a Antonieta que foi uma das primeiras.

Sempre achamos fofo esse costume dela, mas de uns tempos pra cá eu notei que ela mesma tem dado nome a alguns brinquedos.

O mais fofo de todos é o ‘papai’, sim ela tem um boneco tipo esses bonequinhos de ação, que ela chama de papai.

Hoje estávamos brincando com as bonecas e ela pegou o bonequinho de dentro do baú.

Ela tinha feito uma das filhas dela dormir, estava cochichando me avisando que a Estela tinha mimido e em seguida pegou o ‘papai’ e começou a cantar pra ele mimir tb.

“Nana papai, nana nenê papai”. Eu não sei ate agora se choro, se dou risada, se aperto e esmago a delicinha, enfim…

Isso quando ela coloca o papai na casinha de boneca dela e da chá pra ele e pra Antonieta. É o maximo!

Fato é: fiquei #chatiada, por que perguntei: ‘Cadê a mamãe?’ E ela não fez nada, não tem nem uma bonequinha pra me representar rsrs.

E vocês? Seus nenéns delicia tem algum brinquedo de estimação ou um nome engraçado?

O original 🙂

Cinismo, a gente herda aqui!

Eu não tenho como negar que há em mim uma ironia, sarcasmo e ate um pouco de cinismo. Sempre brincamos dizendo que isso era genético, e não é que a profecia pode estar sendo confirmada?

Já notei na Lála algumas muitas atitudes MUITO cínicas, do tipo:

 

Cena 1:

Maria Clara no trocador com um copinho de água na mão. Balança o copo pra cá, balança pra lá e joga no chão. SIM joga, por que aquilo não foi sem querer, mesmo porque ela deu uma risadinha esperando que eu dissesse alguma coisa. Frustrada por eu não ter ligado ela solta:

– ó la, kiiu (caiu) aaa (ficando triste, muito triste – só que não ).

 

Cena 2:

Brincando num dia de muito calor em uma bacia com água que tinha deixado no quarto dela para afastar pernilongos.

Ela estava fazendo graça com a galinha pintadinha, simulando que ia jogar a bendita na água e esperando que eu chamasse atenção.

– Maria Clara, deixa a galinha pra cá ela já tomou o banho dela. Se molhar estraga.

Maria joga a galinha na água e diz:

– Mamãe, kiiu, ó lá, aaaa.

 

Cena 3:

Almoçando juntas e comendo nuggets (não me apedrejem, nós comemos comidas saudáveis também).

Maria Clara:

– Hum, cainha (carninha) ícia (delicia).

– Gostoso, né paixão? Huum.

Lála joga a carne mastigada no chão e me olha com a cara mais Blasé que existe e… adivinhem só:

– óó kiiu, aaa

 

Sério.

Isso quando ela não me aparece em casa com uma formiga na mão e diz:

– ixo( lixo) , cacá! Óó eu (morreu). -Quem será que esmagou a coitada, né?-

 

 

De duas uma ou ela tem tendências psicóticas, piscopatas e afins ou ela é muito blasé e cínica! Hahaha

Confesso que tenho que me segurar pra não rir às vezes porque alem de tudo ela faz uma cara de que “não é comigo” quase uma sonsa ou uma atriz (acho que vou investir nisso!)

E por ai? O que as delicinhas de vocês ‘herdaram’?

 

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Dia das crianças e os presentes.

 

Esse é o segundo dia das crianças, fora da barriga, da Maria Clara.

Ela sempre ganha presente dos avós, madrinha, até da empresa que o marido trabalha.

Mas eu penso todo ano se é bom ou não estimular esse consumismo ou se há a necessidade de dar um brinquedo.

Sempre ganhei presente em aniversario, dia das crianças e natal, só. Claro que vez ou outra tinham uns presentinhos, mas nessas datas eram os presentes mais ‘esperados’, eu pedia e meus pais diziam: – No natal a gente dá. E sempre davam a espera, a ansiedade era muito gostosa. E não era uma coisa exagerada, meus pais nunca  tentaram suprir qualquer ausência ou culpa com presentes, mesmo porque, posso afirmar que tive uma infância legal, com meus pais sempre presentes e tal.

Quero ensinar pra minha filha, que presentes tem data certa, não é qualquer passeio no shopping que eu vou comprar uma ‘Little mommy’ ou uma Barbie, ou sei lá o que.

Mas será que eu preciso ensinar desde cedo, com 1 ano e meio, que o dia das crianças TÊM que ter presente? Acho que não.

Primeiro que entre brinquedos eletrônicos e aqueles de madeira feito por um artesão velhinho e fofo, eu prefiro mil vezes a segunda opção. E outra, tenho a impressão que se um bebê não tem os melhores brinquedos e chocalhos ele não é legal, quase um time da pracinha, onde os que têm menos não podem participar logo as mães também não podem se enturmar na conversa das outras mães super antenadas que dão bugigangas pros filhos a cada ‘boa ação’ que eles fazem; prefiro, então, ficar de fora e observar chocada como essas pessoas ‘educam’ suas crias.

Como pedagoga, já passei por algumas experiências não muito legais, como presenciar a cena de uma mãe presenteando o filho TODA SEMANA com um brinquedo, mas não um simples brinquedo, O brinquedo. E a criança esperava aquilo dos pais, se não rolasse o presente naquela semana a criança surtava! E tudo isso por quê? Culpa ausência, e consumismo descarado.

Não podemos esquecer que a televisão influencia de mais! Por isso eu não deixo  a Maria Clara assistir qualquer canal de tevê, ou é DVD ou Tv Cultura que não tem muito comercial de brinquedo. Sou chata? Antiquada? Prefiro ser a virar escrava da minha própria filha.

Sinceramente não acho que minha filha vai ser mais feliz se ganhar mil presentes no dia das crianças, eu como mãe, prefiro leva-la num parque, ou tomar sorvete, ver um teatro, ou uma exposição do que encher a casa de brinquedos que ela vai enjoar em 5 minutos.

Deixa então pros avós, tios, amigos, madrinhas, darem os presentes, eu vou ficar aqui com a consciência tranquila sabendo que pelo menos por enquanto eu não vou estimular um consumismo desenfreado nela.

Um saldo inicial do segundo dia das crianças da Maria Clara é:

Ela acordou, ganhou um brinquedo que a empresa do marido mandou, já tem uns livros com a vovó que vai entregar daqui alguns dias porque não esta na cidade, um presente de uma das madrinhas e só!

Se ela esta triste? NÃO, ela ficou bem empolgada com o presentinho que ganhou de manhã, mas  já largou de lado e foi brincar com a melhor amiga dela – a galinha pintadinha, esse talvez tenha sido um dos presentes que ela mais curtiu , porque não larga NUNCA!

À tarde iremos passear ver teatro e comer guloseimas – SIM! Mãe Louca? Não! Hoje pode 😉

Tiramos o dia para ela, vamos brincar passear, ficar sentados no chão com ela, eu o papai e Maria Clara, e quer saber? Não podia ser melhor!!!

Um ótimo dia das crianças pra todo mundo.

 

 

Maria Clara e a galinha

Filhos, mudanças, gastos e os pontos positivos

 

Que filhos nos fazem gastar todos sabem.

Eles fazem um rombo na conta corrente e se por acaso tenha alguma poupança, diga adeus a sua viagem pra Disney, agora você passará a investir em fraldas hipoalérgicas, nos melhores lenços umedecidos e nas mamadeiras antigases. Combinado?

Junto com os filhos vem também cabelos brancos, excesso ou perda de peso que pode variar de acordo com a herança genética ou sua sorte , vem a indignação com certas reportagens chocantes da televisão, o engajamento politico pra poder deixar um futuro melhor ou menos pior como muita gente já anda dizendo.

Para ter um filho, tem que ter muita coragem, pensar racionalmente, trabalhar bastante pra dar uma educação legal, não basta só pagar a escola mais cara, o dinheiro vai, além disso, não basta só ter filho tem que criar, educar, alimentar, vestir, e isso tudo custa caro SIM!

Mas, e quem não pensa? Quem não pesquisa, não planeja, não programa, não deseja ter um filho, mas o destino se encarrega de enviar pela Dona Cegonha um bebe pra um casal estabanado?

Estabanado ou não, maluco ou não, NORMAL ou não, quando se tem um filho a coisa muda.

Ter filho é um ato de amor e coragem, quando esse não é planejado, aquele momento de abrir o envelope e ver a sentença é marcante pra qualquer um que não o queira. É uma mistura de orgulho por ser capaz de gerar a vida, medo de perder a juventude, aflição, pavor, alegria, é um ‘gelo’ infinito na barriga.

Digo que é um ato de coragem, porque, não é fácil e ninguém disse que seria, criar um filho. É uma atitude que escolhemos por nos, pelo companheiro, pelo ser que esta se formando. E o ato de amor é autoexplicativo, né?

Falando como mãe, eu posso afirmar com conhecimento de causa que querendo ou não desse momento em diante você será outra pessoa, e é ai que entra o que eu realmente queria dizer e estou enrolando ate agora nem sei por quê.

A vida muda, mas não muda só pra pior. Muita gente só destaca o lado ruim: os gastos, a falta de cumplicidade entre os pais, os saltos de crescimento onde o bebe fofo fica chato do nada, a adolescência dos dois anos, as cólicas, as noites mal dormidas, o desgaste do relacionamento, as baladas e drinks cada vez mais raros e sua vida acabando.

Mas não é só isso, logico que um pouco disso tudo é verdade, mas tem coisas que só acontecem se a gente deixar.

O desenvolvimento do bebê é coisa séria e é muito importante saber o que esperar, já que essas coisinhas fofas, choronas e babonas não vêm com manual. Mas o que muita gente faz é dramatizar de mais, ao invés de buscar informação com pediatra, vai buscar com a vizinha fofoqueira e barraqueira, em sites sem nenhuma fonte confiável, etc.

Bebes não vem com manual, mas toda mãe têm instinto, TODA mãe têm, sem exceção de classe social, cor ou religião. Claro que isso não quer dizer que, assim que aquele pacotinho lindo chorar você imediatamente saberá o que fazer, nem quando seu bebe bonzinho armar AQUELE escândalo no supermercado, você agirá como a super nanny que existe ai dentro. NÃO. Ninguém é tão robô assim, mães também explodem, tem sentimentos e tpm – óóó!

Sua vida vai mudar, você não vai mais ficar indiferente aos acidentes protagonizados por pessoas alcoolizadas no volante, não tem como não ficar vulnerável diante de noticias diárias de bebes doentes ou abandonados, me diz como não se revoltar contra o sistema? Ter vontade de mudar o mundo diante de tantas falcatruas políticas? É impossível não pensar que tudo isso faz parte da vivência que seu filho esta trazendo consigo, este mundo louco precisa mesmo continuar tão materialista, consumista, apressado…

A mulher que antes se importava tanto com roupa da moda, não ligava em beber refrigerante e não deixava de ir uma semana se quer no salão de beleza, trocará com certeza tudo isso por uma tarde no parque com seu filho, trocará seus melhores anos da juventude pra poder aproveitar mais tempo aquele momento lindo quando conheceu seu amor maior.

Quando a gente se torna mãe, o mundo muda junto, as coisas pequenas perdem importância. Pra que ficar esquentando a cabeça com o que os outros pensam de mim se enquanto isso eu posso lutar por uma causa? Seja por um parto digno, a consciência ecológica e sustentável ou mostrar pra todo mundo os políticos ficha suja pra não serem eleitos e estragarem mais ainda o futuro do nosso bem maior.

A vida antes de ter um filho é tão distante, parece que minha vida começou assim que Maria Clara nasceu, e de certa forma ate pode ser, afinal eu nasci como mãe.

Já cansei de dizer aqui, não tem porque esconder, eu não planejei minha filha, senti todos os sentimentos possíveis desde pavor à extrema alegria quando descobri que seria mãe. Quero dizer pra ela tudo isso, ela com certeza saberá que não foi planejada, mas é e sempre será amada por nós.

Somos  companheiros, cumplices, somos marido e mulher, e os melhores pais que ela pode ter, somos os melhores pra ela, assim como ela é a melhor pra nós.

Ter um filho não tem só lados ruins, pontos negativos, ter um filho transformou o mundo pra mim, eu tenho um pouco mais de esperança desde que ela veio pra nós.

Talvez se eu tivesse pensado muito, pesquisado de mais e me preocupasse tanto no ‘depois’ eu não viveria com tanta intensidade essa aventura maravilhosa.

Com certeza seria tudo diferente, mas acredito que tudo tem hora certa, e essa era nossa hora, o momento dela vir pra nós e não poderia ser melhor.

E pra vocês como foi? Como é ser mãe/pai?

 

Quando tudo começou.