Quatro anos!

Meu poema favorito é o ‘poema enjoadinho’,
pra mim ele é tao coerente com essa coisa de filho, sou apaixonada mesmo.
e hoje, especialmente, eu sinto todos os prazeres, a dor e a delicia de ter uma filha, de SER MÃE.
Ter um serzinho assim tao dependente é inevitável que o amadurecimento e a busca por uma vida e um futuro melhor aconteçam.
Meu maior desejo era ser perfeita, nada de erros, buscar sempre ser a mais educada, palavrão? nem pensar! comidas? as mais variadas e saudáveis possíveis. Ser aquela mãe que brinca sempre e em maior parte do tempo uma brincadeira com tom pedagógico, sempre direcionada. A mãe que faz exercício todo dia e mantem tudo organizado, a criança impecável e aquela que tem a filha mais ‘esperta’ bem desenvolvida,
Mas, ai eu me toquei que eu sou mãe, mulher, eu sou alguém REAL.
e na boa, essa mãe ai, não é real, ela existe fragmentada em todas nós, mas por inteiro, perfeitinha assim? QUE CHATO!
Hoje é aniversario da minha princesa, minha borboleta, o amor mais dolorido, o apego mais benéfico!
eu estou bem , mas bem longe de ser perfeita, substituo o jantar por pizza, como fast food com ela, divido com ela uma paixão incontrolável e assumidíssima por batata frita, sou a que deixa os afazeres da casa pela metade muitas vezes, que cede ao cansaço e senta pra ver desenho na tv com a criança, sou a mãe que apesar de querer muito ter uma alimentação saudável 100% tem preguiça e não sabe cozinhar e as x da miojo pra filha, sou aquela que por vezes só quer paz e entra em pé de guerra por querer um tempo só meu, que fala palavrão mas para na metade pra não dar mau exemplo, a que mesmo sendo formada em pedagogia não liga muito pra alfabetização precoce e que as vezes implora pra ela brincar sozinha e me deixar de boa.
Hoje o dia é dela, mas também é meu. É o dia que começou a minha transformação, porque , a gente não se torna mãe de uma hora pra outra, é uma construção, é uma constante.
Ela divide esse dia comigo, é marcante é emocionante.
Hoje é o dia que aquelas velhas feridas vem a tona, aquele sentimento de frustração toma conta, a culpa, o medo!
Mas ao mesmo tempo, com o passar dos anos, eu venho aprendendo e principalmente tentando entender e me perdoar, sim, pq a culpa não é minha! essa culpa eu não quero carregar!
Ela me completa tanto, eu nem consigo expressar, é tao linda, tao fofa!
Eu nunca fui o tipo de mãe que acorda de madrugada pra constar de o bebe esta respirando “oras, de quiser alguma coisa vai chorar”. Mas por inúmeras vezes eu sinto que o tempo pára quando a vejo brincar, a fazer as gracinhas dela, as frases mais loucas, as historias inventadas, babo e babo MESMO
Sou o tipo de mãe que quer fazer amizade com as tias da escola pra saber tudo que acontece lá, que tira mil fotos de tudo, que vibra com cada conquistazinha, a que chora nas apresentações de escola.
Enfim, percebi que sou perfeita do jeito que posso ser, sou perfeita pra ela, não teria mãe melhor PRA ela , e não teria filha melhor que ela!
4 anos? QUATRO ANOS!!
Meu bebê tem quase ‘uma mão cheia’ rs e se estamos felizes?SIM! Ou poderia ser melhor?
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