Autoanálise e desespero materno.

De repente essa comedia romântica que é a maternidade, cheia de percalços, risos, desastres e porque não drama, muito drama me prende numa auto analise muito chata.

Por varias vezes me peguei pensando e analisando minha forma de ser mãe, será que estou fazendo certo?

Dia desses assisti a Super Nanny do Brasil e confesso fiquei um pouco deprê. A culpa veio tudo por me sentir bem em não querer ficar com a minha filha as vezes, por preferir ficar sozinha , ficar sem fazer nada um pouco ou por simplesmente sentir a necessidade de limpar a casa e deixar a pequena vendo desenho.

O tema do episódio da Super Nanny que vi, foi que a mãe não dava muita atenção pros 3 filhos dela porque limpava a casa enlouquecidamente e eu me vi nela. Ok não tão exageradamente, mas eu me peguei numa analise muito inflexível do meu comportamento e do meu jeito de maternar. Mas poxa, eu limpo a casa pra minha filha se sentir bem, num lugar confortável, aprender a viver num lugar limpinho e arrumado, e eu não posso me culpar por isso!

Eu vi que, cada um tem uma rotina, eu não preciso e não posso fazer como a Super Nanny diz, eu sou a mãe da Maria Clara e a melhor mãe PARA ela. Eu não sou mãe de fulano. Eu tentei ate mudar minha rotina, mas no fundo eu pensei: será que isso está valendo a pena??

A nossa rotina em casa é mais ou menos assim:

7:30 – acordar, ver e-mails, tomar café e arrumar a casa (menos o quarto do bebê);

Das 8:00 às 9:30 : lavar a louça do café, deixar no ‘jeito’ o mama da pequena, ver o que fazer pro almoço;

10:00 : bebê acorda, mama, assiste desenho enquanto a mamãe arruma a cama do nenê, passa aspirador e pano na casa;

Das 11:00 às 11:30: mamãe prepara almoço enquanto a pequena brinca ou ‘ajuda’ na cozinha;

11:30: almoço e sobremesa;

12:30: neném mama e dorme;

13:00 às 15:00: enquanto bebê dorme a mamãe lava a louça do almoço, almoça, e relaxa um pouco ( também sou filha de Deus, posso?) ;

15:00: lanche e brincar com Maria Clara;

17:00: fazer a vitamina da neném, arrumar a casa, mandar e-mails etc.;

18:30 : papai chega dá atenção pra criança, jantamos os três, lavamos a louça;

19:00 : papai sai de novo, mamãe e bebê pegam os brinquedos espalhados, banho na delicinha, arruma tudo e brinca na sala;

20:30 / 21:30 : Maria Clara dorme, mamãe descansa;

 

Eu sou a louca da limpeza? NÃO , ne?

Isso é o básico pra sobrevivência da pessoa e eu acredito que se ensinar pra ela a viver num lugar limpo e arrumado isso vá ajudar ela no futuro com : autonomia e organização, disciplina, etc.

Sinceramente eu penso que a televisão ou a mídia em geral exige um padrão de mãe e se você não se encaixa nele não é boa mãe, simples assim. Mas não pode ser isso, cada um tem uma rotina, um ritmo, o que serve pra mim não serve pra vizinha, etc.

Tenho uma amiga que adora passar roupa, eu odeio.

Outra que prefere deixar o filho na escola pra ir passear ou ficar sozinha em casa, eu não quero isso ainda, prefiro ficar com a minha filha em casa se não estou trabalhando.

Há aquelas que só dão coisas naturais pro filho e não deixam sob hipótese alguma comer açúcar ou leite em pó, eu já sou mais ‘mole’ pra isso e as vezes permito umas “porcarias” de leve.

Tem mãe que deixa o filho tranquilamente com outras pessoas, eu fico com o coração na mão e vontade de ligar toda hora.

Tem mãe que prefere que a avó cuide do filho, eu prefiro evitar esse stress por que o filho é meu, a obrigação é minha e do pai, não da avó.

Tem gente que prefere lavar a louça uma vez no dia e deixar acumular, eu não.

Já vi pessoas que limpam mais histericamente que eu ou que simplesmente não limpam por que a criança vai sujar de novo.

Enfim, não só na educação dos filhos, mas em tudo nessa vida, o que serve pra você não necessariamente serve pra mim. Respeito todas as pessoas que tem opiniões e costumes diferentes dos meus, eu posso ate curtir o seu e tentar encaixar na minha rotina, por que não? O que não pode é ser obrigado a seguir esse estereótipo de mãe perfeita que trabalha fora, em casa, cuida de filho, cozinha e ACHA que tem q fazer isso sozinha e tudo bem. Mas não é!

Vamos respeitar o outro, cada um faz da sua vida o que quiser e não cabe a ninguém achar o que é certo ou errado na vida do amiguinho.

Façamos o melhor para nós, e se cada um criar e educar sua prole para ser um SER HUMANO o mundo já vai estar em boas mãos.

Não queira deixar um futuro melhor pros seus filhos, deixe filhos melhores para o futuro, o resto a vida se encarrega.

Minha pequena bagunceira, ou nao.

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3 pensamentos sobre “Autoanálise e desespero materno.

  1. Oi Tauana,

    Entendi seu desabafo e acho válida todas as suas palavras, seus pensamentos. E pra falar a verdade, acho que está boa demais sua agenda. Não tem falta de atenção nenhuma com sua pequena Maria Clara e nem neurose de trabalho. Particularmente, acho que está tudo normal e até muito bem dividida.

    Eu gosto da Super Nanny, acho que ela tem muito bom senso. Gosto da teoria e das táticas dela e entendo o que ela quer passar às famílias e mostrar ao público: o excesso de algumas coisas ou a falta de outras, que algumas famílias mostram em seus lares.

    Alguns realmente precisam de um puxão de orelha, por falta de atenção aos filhos ou por atenção demais que também os “estraga”… Esses sim precisam de ajuda, pois não conseguem enxergar o que está prejudicando seus filhos. E se quisermos enxergar tal coisa, é só ver o comportamento deles. Estão muito carentes, agressivos, quietos demais, ou chamando atenção demais, ou mesmo ruins na escola. Tudo isso é observado. E acho ótimo você fazer uma autoanálise. Todos nós precisamos nos autoanalisar a todo minuto e não só com os filhos, mas com o marido, com o lar, com os pais, os amigos, com a vida.

    É verdade também que cada dia menos, devemos julgar as pessoas. Cada um tem seu ritmo em casa e sua necessidade. Uma família não pode ser comparada a outra. Nunca. Mas existem exageros Tauana. Exemplo: você disse que as vezes não consegue segurar certas guloseimas para sua Maria. Mas imagino que você faça isso de forma mais regrada. Mas existem pais que reprovo sim suas atitudes. Doces em excessos, refrigerantes para crianças novinhas, chiclete (não gosto de jeito nenhum) e a criança é que sofre.. Pois é fácil colocar tudo nas mãos do pequeninos e achar graça vê-los comer. Mas e a obesidade futuramente, a diabetes… Por isso que acho mais fácil não apresentar tal coisa, ou não dar em excesso do que tirar da criança. Ela é que sofrerá mais tarde. Então não seria pelo simples fato de cada família (nesse caso) ter sua rotina, e sim por questão de bom senso e até mesmo amor aos filhos… No final a gente sofre também com o sofrimento deles…

    Tudo também Tauana, tem sua hora, você falou do leite em pó. Minha Maria tomou o leite em pó até uns 6 ou 8 meses atrás. Mamou no peito até 2 anos e 2 meses, depois partimos para o leitinho em pó. Decidimos parar justamente por causa do açúcar e pra ela se acostumar com o leite tradicional, já que nem todos os lugares que ela passear, na casa de alguém, terá o leite em pó. A gente tenta criar sem frescura… tenta pelo menos..
    Uma conversa aqui, outra ali e ela aceitou. Mas ela passou muitos anos tomando o leitinho em pó e decidimos na hora que foi preciso decidir.
    Ficou mais saudável e barato tb..rs

    Então não se cobre muito… você falou muito bem.. eles tem que ser um bom ser humano… criá-los também pra serem generosos com o próximo, educados e amorosos também com a gente… O resto vamos encaixando aqui, moldando ali e colocando uma grande dose de bom senso em tudo..

    Seja feliz com sua forma de amar a Maria… e cada fase uma maneira de lidar.. importante é o amor que nunca vai faltar da parte de vocês..

    Um beijo querida…

    • Ai.. tão bom saber que vc vem aqui, que comenta e que gosta do blog!
      Sabe, eu acho que toda mae sofre um pouco com essa cobrança exagerada sobre si mesma por mais que saiba, ou sinta – pelo instinto – que esta fazendo a coisa certa.
      Realmente, eu tb tento criar a MC com menos frescuras possivel! Essa coisa de porcarias e guloseimas eu nao sou mto neurotica msm sabe, tpo se a gente sai cm ela e ela ve alguma cça e fica com vontade, eu dou, ou se nos estamos comendo um chocolate em casa e ela ve, tb dou. TUDO com limite, moderado, explicando oq faz bem pra saude etc.
      cada dia que passa tenho certeza de que precisamos criar nossos filhos com carinho e ensinar que a familia do amiguinho pode ser diferente mas nao menos legal. espero conseguir passar isso pra ela 😀
      beijos e obrigada pela visita!!!

      • Tudo é bom senso mesmo Tauana… as guloseimas, os ensinamentos, tudo…
        Uma coisa que acho legal e que fazemos aqui em casa, é deixar os doces para o fim de semana, tanto pra ela quanto pra gente. Maria acostumou e espera com ansiedade o fim de semana.. é muito mais estimulante e saudável. Mas mesmo comendo os fins de semana, é tudo moderado, pois não adianta comer o fim de semana o que não se comeu durante a semana… A gente faz isso enquanto é criança e podemos interferir na alimentação. Assim vai comendo o mais saudável possível, pois depois eles vão escolher tudo.. aí não tem mais jeito de educá-los…

        E assim vamos..tentando acertar aqui e ali.. E achei legal o que vc falou e quer mostrar pra sua Maria ” a família do amiguinho pode ser diferente mas é igualmente legal”

        Deus a abençoe nessa jornada…

        bjus e queijos mineiros pra você…

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